Cada vez mais empresas da Margem Sul se veem com a mesma pergunta: os carros da frota passaram a ser elétricos, ou os colaboradores começaram a chegar em elétrico, e o parque de estacionamento não tem onde carregar. É um problema com solução simples, desde que seja pensada de início como instalação de empresa e não como uma wallbox doméstica pendurada numa parede.
Três cenários diferentes
Frota própria
Carrinhas de distribuição, viaturas comerciais e carros de serviço que dormem nas instalações. Aqui o objetivo é ter todos os veículos cheios à hora de arranque, gastando o mínimo possível — ou seja, carregar de madrugada, escalonado, sem picos de potência que disparem o disjuntor geral ou empurrem a fatura para outro escalão.
Colaboradores
Postos no parque para quem trabalha na empresa. A questão delicada é a repartição de custos, e resolve-se com carregadores que identificam o utilizador por cartão ou app e registam o consumo de cada um. Assim é possível oferecer o carregamento como benefício, cobrar ao custo, ou qualquer solução intermédia, sempre com números claros.
Clientes e visitantes
Restaurantes, hotéis, ginásios, clínicas e comércio: um posto de carregamento é hoje um argumento real para escolher um sítio em vez de outro, sobretudo quando a visita dura uma ou duas horas. Na Costa da Caparica e na zona da Aroeira, com a sazonalidade turística que têm, isto pesa mais do que parece.
O que muda numa instalação empresarial
- Gestão dinâmica de carga: a potência disponível é repartida pelos carros a carregar em cada momento, respeitando o limite da instalação. É o que permite ter seis postos sem contratar seis vezes mais potência.
- Identificação e registo: cartão RFID ou app, com relatórios de consumo por utilizador ou por viatura.
- Programação horária: concentrar a carga nas horas mais baratas do tarifário da empresa.
- Robustez: equipamento pensado para uso intensivo e, quando exposto, para aguentar exterior e vandalismo.
- Escalabilidade: deixar a infraestrutura preparada para acrescentar postos sem repetir a obra dois anos depois. É o erro mais caro que vemos.
Integração com energia solar
Empresas com painéis fotovoltaicos no telhado têm aqui uma sinergia óbvia: os carros da frota costumam estar parados exatamente durante as horas de maior produção solar, ou seja, ao meio-dia. Configurar o carregamento para absorver o excedente de produção é das formas mais rentáveis de aproveitar energia que de outro modo seria injetada na rede por muito pouco. Se a empresa já tem solar (ou está a pensar nisso), diga-nos ao pedir orçamento.
Antes de orçamentar, precisamos de saber
- Quantos veículos vão carregar e com que frequência
- Se os carros ficam a noite inteira ou apenas algumas horas
- A potência contratada e o tipo de instalação (monofásica ou trifásica)
- A distância entre o quadro e o local dos postos
- Se é preciso identificar utilizadores e faturar consumos
Com estes cinco pontos conseguimos desenhar uma solução dimensionada e dar valores realistas. Sem eles, qualquer preço seria adivinhação.
Instalação certificada, também aqui
Tudo o que dissemos sobre certificação aplica-se com ainda mais força em contexto empresarial: uma instalação sem documentação em condições é um problema em auditorias, em seguros e em qualquer sinistro. A certificação faz parte do trabalho, não é extra.
Falemos do seu caso
Ligue para o 919 060 257 ou preencha o formulário com o número de viaturas e o tipo de utilização. Fazemos visita técnica às instalações e apresentamos uma proposta dimensionada, com opções de faseamento se o investimento tiver de ser repartido no tempo.
O erro que sai mais caro: dimensionar só para hoje
É o padrão que mais vemos em instalações empresariais: instalam-se dois postos porque há dois carros elétricos, e dezoito meses depois há seis carros e a infraestrutura não dá. Refazer implica abrir de novo caminhos de cabo, voltar a mexer no quadro e, muitas vezes, parar o parque de estacionamento durante dias. Fica bastante mais caro do que ter dimensionado a infraestrutura de raiz e ido acrescentando postos.
Por isso, na proposta separamos sempre duas coisas: a infraestrutura (quadro, proteções, caminhos de cabo, potência), que recomendamos dimensionar para o cenário a três ou cinco anos, e os postos, que se instalam à medida da necessidade real. Assim o investimento inicial é controlado e o crescimento é barato.
Faturação e o que a contabilidade vai perguntar
Dois temas surgem sempre quando a decisão passa pela direção financeira. O primeiro é a imputação de custos: com carregadores que identificam o utilizador, cada kWh fica associado a uma viatura ou a um colaborador, o que resolve a repartição entre uso de serviço e uso pessoal. O segundo é o histórico: os relatórios de consumo permitem comparar o custo por quilómetro da frota elétrica com o que era gasto em combustível, e essa é normalmente a conta que justifica todo o investimento perante a administração.
Perguntas frequentes
Quantos carregadores consigo instalar com a potência que tenho?
Mais do que imagina, se usar gestão dinâmica de carga: o sistema reparte a potência disponível pelos veículos ligados em vez de exigir o máximo para cada um. Na visita técnica calculamos exatamente quantos postos a sua instalação suporta.
Consigo saber quanto cada colaborador carregou?
Sim. Os carregadores com identificação por cartão ou app registam o consumo por utilizador e geram relatórios. É a forma habitual de gerir carregamento de colaboradores, seja para oferecer, cobrar ou controlar.
Vale a pena oferecer carregamento a clientes?
Em negócios onde a visita dura mais de uma hora — restauração, hotelaria, ginásios, clínicas — é um fator real de escolha e de permanência. Em negócios de passagem rápida, o retorno é menor. Dizemos-lhe com franqueza o que achamos do seu caso.
A instalação pode ser feita por fases?
Sim, e é frequentemente a decisão certa: instala-se a infraestrutura dimensionada para o objetivo final e colocam-se os postos à medida da necessidade. Fica mais barato do que voltar a abrir valas ou puxar cabos dois anos depois.
Precisamos de licenciamento especial para postos na empresa?
Para postos de uso privado, o enquadramento é o da instalação elétrica com a certificação devida. Se pretender disponibilizar carregamento ao público com cobrança, há regras adicionais de mobilidade elétrica que explicamos consoante o modelo pretendido.
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Diga-nos onde quer instalar e o carro que tem. Respondemos depressa e sem compromisso.